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terça-feira, 26 de julho de 2011

PONTO DE VISTA



Lei atentamente a placa. Várias destas foram colocadas ao longo do Parque do Natal, mais precisamente na parte que margeia a Avenida Omar O´Grady  (prolongamento da Prudente de Morais). Ao ler esses dizeres, talvez você compartilhe do mesmo sentimento que eu: indignação!

Ora, é muito descabida a explicação que a prefeitura dá ao motivo de não poder alimentar esses animais! Não vejo nexo causal entre manter a vida de um animal faminto e “contribuir para a disseminação de doenças”. Fico pensando que talvez eu tenha que parar de comprar a ração da gatinha aqui de casa, para que ninguém da minha família adoeça. Mas não se preocupe, Jade, vou ficar te alimentado em segredo. Só tomara que eu não seja preso por isso!

O que a borboleta, digo, prefeita de Natal esqueceu foi do Decreto Lei 24.645 de 1934 (será que involuímos ao longo dos anos?) que estabelece em seu artigo primeiro: “Todos os animais do País são tutelados do Estado”. Mas que bela tutela exerce nossa municipalidade! O representante do Estado naquele parque protege os pobres felinos disseminando a pior doença pela qual se pode padecer: a FOME!

Talvez a prefeitura devesse se preocupar mais em promover a saúde e bem-estar dos natalenses provendo o parque (único municipal, diga-se de passagem) com equipamentos para a prática esportiva – só existe a pista de cooper, que já dá sinais de deterioração – e cultural, pois desde a inauguração que a torre com o museu da cidade está fechada!

Finalizo desta conversa, parafraseando o poeta Raul Seixas, pois acredito que a melhor frase para estampar uma placa em nossa cidade seria: Não alimente os políticos, não sustente parasitas!

Por: Bruno Pessoa